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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Veronika Decide Morrer

Hoje, passei por este livro e lembrei-me dele. Já o li há uns anos e gostei, pelo menos na altura.
Na altura havia um certo fascínio pelos livros do Paulo Coelho e eu li este e o Onze Minutos. Confesso que gostei mais deste. Não que o outro não me tivesse agradado, mas este foi o primeiro do Paulo Coelho e pronto, é sempre aquela coisa.
Entretanto, há uns anos, saiu o filme, coisa de dois ou três. As diferenças começam logo no início, mas  os filmes são sempre uma decepção depois de lermos os livros.
De qualquer das formas, aqui ficam duas sugestões.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

leituras

Há já algum tempo que não falávamos aqui das nossas leituras (já sabem que eu gosto de saber como vocês andam nesta matérias).
Hoje, venho mesmo falar d'O Processo, do Kafka. É um livro estranho e confuso, mas faz-nos perceber melhor como nós funcionamos em situações atípicas.
Curioso, muito curioso...


domingo, 16 de outubro de 2011

Memória das Minhas Putas Tristes




É do nosso Gabito. Ele escreve como ninguém e qualquer adjectivo para lá do espectacular será sempre pouco para caracterizá-lo.
O livro na altura em que saiu foi polémico mas, depois de o lerem, vão perceber porque é que é interessante e não é aquilo que no início aparenta ser.

Boas Leituras!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nobel 2011 (Literatura)

Para minha grande infelicidade, o António Lobo Antunes não ganhou (deixa lá, amigo, para o ano há mais e pode ser que surjam para aí porgueses mais que talentosos).
Ora, o prémio foi para um senhor de seu nome Tomas Transtroemer. É sueco, poeta e já escreveu poemas sobre Lisboa e o Funchal, como se pode constatar por aqui e é, assim, o sucessor do querido Vargas Llosa.
Contudo, acho que foi muiiiiiiiiito mal dado. Assim só mesmo porque o clima por cá é mais agradável e acho que o fofito do Nobel se ia dar melhor por Terras Lusas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ai, que este Homem não sabe fazer nada mal!

Claro que estamos a falar do Gabriel García Márquez que faz tudo mais que bem. Só não enerva porque pronto, não é, ele é o gabito dos nossos corações.
E, desta vez, vamos para a história de vida dele, contada por ele. Melhor que ninguém, ele fala sobre a sua obra de arte.
«La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla».

Vivir Para Contarla

Viver Para Contá-la

domingo, 25 de setembro de 2011

O Gabito Faz Destas Coisas

Não é a primeira vez, nem será a última que falo de um grande senhor que dá pelo nome de Gabriel García Márquez. Basta ir lá ao cimo do blogue, onde dá para pesquisar e meter o nome dele, ou até mesmo na etiqueta Leituras que é fácil encontrar uma ou outra coisa relacionada com ele.
Isto tudo para dizer que, afinal, há sempre um livro que, assim do nada, se esgota porque alguém fala dele. Neste caso, vemos através desta notícia, que o livro "Notícia de um Sequestro" anda a ser um sucesso. E é bem merecido, porque é um trabalho jornalístico fenomenal.
Quando o li, foi para apresentar numa aula de Português, lembro-me que, por esse mesmo motivo, não o li em Espanhol mas, inevitavelmente, as pesquisas foram feitas nesta língua que tanto me agrada. Aliás, há mesmo uma das poucas entrevistas com ele a falar de todo o trabalho que teve a fazer este livro.
É estranho ver como algo que podia ser mais uma história de ficção é tão real, que aqueles jornalistas que passaram por um pesadelo, são os mesmos que sobreviveram para contar a história ao GGM. Uma das coisas que me fez logo simpatizar com a obra, foi numa das primeiras páginas, se dizer algo parecido com: Maruja tirou tudo, menos os brincos (bonito, bonito!)
E falando um bocadinho do nosso Gabito. Chamo-lhe Gabito porque, depois de ler tanta coisa dele, já me é familiar, já gosto dele sem o conhecer. É admirável toda a sua história, a par da forma como escreve e da forma como nos ensina tanta coisa.
Era mau aluno numa espécie de Educação Física (já na altura as crianças a tinham), sempre teve um fascínio pela leitura, desistiu do curso de Direito porque queria ser escritor, a obra que mais o inspirou foi a Metamorfose, uma vez saiu uma carta (que também anda por aqui algures no blog, julgo que também nas etiquetas das leituras), que era falsa e, ainda que tenha comovido muita gente, chamou-lhe pirosa. E para conhecer melhor a vida dele é ler a sua biografia.
Agora, já não escreve, infelizmente, mas merece estar a usufruir de um belo descanso, depois de um trabalho tão bem feito. É fácil encontrá-lo em qualquer livraria ou em qualquer biblioteca e, até mesmo, nos livros de Espanhol (foi lá que o conheci, com um excerto do Crónica de Uma Morte Anunciada).
Acho que se pudesse só escolher uma personalidade para falar, só mesmo uma, seria ele. E nem sou nada de andar atrás de autógrafos ou fotos de este ou com aquele, mas falar com alguém que escreve o Cien Años de Soledad deve ser uma coisa para lá do espectacular.
Para o Gabriel García Márquez, eu e tantas outras pessoas, temos um enorme obrigada a dizer-lhe, por todos os bons momentos que nos tem proporcionado e por tudo aquilo que nos tem ensinado. É bom saber que existem pessoas talentosas como ele, que tornam simples palavras numa obra de arte.
Há coisas que muito, muito pouca gente saber e ele, fá-lo melhor que ninguém. Como dizem muitos cometários por aí  "lo mejor de los mejores".



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Frases do Memorial do Convento

Hoje, o Memorial caiu-me aos pés (literalmente) e decidi abri-lo. Foi então que encontrei um postit rosa, com o número das páginas com frases bem giras. Aqui vão elas...

Cada um de nós, conscientemente, só espera o que conhece.

O que vem amanhã é que conta, hoje é sempre nada.

(...)e nem um nem outro sabem exactamente quantos são quinhentos, sem falar que o número é de todas as coisas que há no mundo a menos exacta, diz-se quinhentos tijolos, diz-se quinhentos homens, e a diferença que há entre tijolo e homem é a diferença que se julga não haver entre quinhentos e quinhentos, quem isto não entender à primeira vez não merece que lho expliquem segunda.

Tudo no mundo está dando respoa«stas, o que demora é o tempo das perguntas.

(...) a morta vem antes da vida, morreu quem fomos, nasce quem somos, por isso é que não morremos de vez.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mario Vargas Llosa



Aqui ficam duas sugestões do Nobel da Literatura em 2010. Para quem gosto muito do Vargas Llosa, este último é quase obrigatório, vão ficar a conhecê-lo muito melhor.

E obrigaaaadaaaaaaaaaaaa pelas vossas sugestões, eu tenho uma listinha com todas elas, todas estão em lista de espera.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mais Leituras

Decidi fazer uma listinha com todas as sugestões de leitura que me vão dando (obrigada por o fazerem, são todas recebidas de muito bom agrado). Isto porque dava por mim completamente desorientada com postits por todo o lado com nome de obras. Assim é mais fácil.


Fiz uma pausa nos livros do Mario Vargas Llosa, para ler o livro que inspirou Gabriel García Márquez. Já conhecia a história porque já me tinham falado dela. É pequenito, despacha-se bem.



A Cosmopolitan deste mês (ela é de Setembro mas saiu em Agosto, como é habitual) também tem coisas engraçadas para entreter.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ricardo Araújo Pereira - Crónica Visão

Aqueles bonecos azuis

O tempo, esse grande escultor, bem podia estar quieto. Que esculpa o que está informe ainda se admite, mas que se ponha a cinzelar o que já havia sido esculpido parece exagero. Nada do que conhecemos na infância persiste. A casa onde crescemos parece muito mais pequena se a visitamos agora. Certos refrigerantes são hoje indiscerníveis de WC Pato. Acertar com uma peça de fruta demasiado madura na testa de um idoso vai deixando de ter graça à medida a que vamos ficando idosos. São as mais lindas memórias da meninice que vão perdendo o sentido e o sabor. Eu, que fico aborrecido se me mudam de sítio as chaves do carro, gostaria que o tempo fizesse o favor de parar de me mexer na infância.
Quando não é o tempo são as multinacionais. Que, em geral, são um pouco mais poderosas que o tempo. Uma delas resolveu agora decretar que os bonecos a que sempre chamámos estrumpfes passem a chamar-se smurfs. Eu não sei se uma rosa teria igual beleza e o mesmo cheiro se não se chamasse rosa, mas tenho a certeza de que os estrumpfes são menos estrumpfes se se chamarem smurfs. A multinacional argumenta que quis uniformizar o nome dos bonecos dentro de cada língua. No Brasil eram smurfs, cá eram estrumpfes. Para que a multinacional não tenha de gastar dinheiro a mudar o rótulo dos produtos que manda para ambos os países, foi tudo corrido a smurfs. É uma espécie de acordo ortográfico especificamente aplicado aos estrumpfes. Um acordo estrumpfáfico.
Uma injustiça e um escândalo, digo eu. Os proprietários dos estrumpfes pensaram que, em tempos de crise económico-financeira, a sua decisão passaria em claro, mas enganaram-se: eu nunca deixei que o essencial me desviasse a atenção daquilo que é verdadeiramente acessório. E milhares de pessoas que, tal como eu, têm pouco que fazer, não deixarão de fazer ouvir a sua indignação. A mesma multinacional que nos impede de chamar estrumpfes a uns bonecos cujo nome original se assemelha imenso a estrumpfes, permite que os espanhóis continuem a dar-lhes a ignóbil designação de pitufos. Pitufos, notem bem! Mais: na Catalunha, os pitufos chamam-se barrufets. Barrufets! Os estrumpfes, que são obrigados a ter o mesmo nome em Portugal e no Brasil, em Espanha podem ter dois nomes diferentes. E nomes tão estúpidos como pitufos e barrufets. Não, multinacionais: não me vergarão. Nem vocês nem o tempo. Os estrumpfes serão sempre estrupmfes! E o Capri Sonne não sabe a abrasivo sanitário de eficácia comprovada na remoção do calcário da sanita. Aquilo é laranja. Laranja!

in Visão

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Leituras

Eu sei que já devia ter falado dos livros do passatempo Marés Vivas, da Editorial Presença, mas pelo meio meteu-se Gabriel García Márquez, Vargas Llosa e outros que tais.

A Índia no Século XXI

Acho que o livro é fantástico para quem quiser fazer um trabalho sobre a Índia, ou estiver mesmo interessado em conhecer o país até ao mais ínfimo pormenor, mas para uma leitura de Verão, daquelas que gostamos de trazer na mala.



O Aloendro Branco

Eu confesso, desisti dele. Isto porque a pontuação me começou a enervar logo na segunda página. Sei que é parvo da minha parte, mas pode ser que lhe dê mais uma oportunidade, pode ser...


E para deixar aqui um livrito dito mais soft, sem vir com Gabriel García Márquez e Vargas Llosa que exigem mais (se bem que se optarem por o Crónica de uma Morte Anunciada, do GGM também despacham aquilo num instantinho), fico uma sugestão da Luísa Castel-Branco. Foi um amigo que me recomendou e fiquei de pé atrás com ele. Não é um livro digno de um nobel, mas até tem a sua graça.
Basicamente, é a história de um grupo de amigos, que vão passar um fim-de-semana juntos e que acabam por descobrir segredos uns dos outros, coisas que para eles eram inpensáveis. No meio disto, aparece uma mulher misteriosa (não tão misteriosa como a Kate/Cathy/Catherine do A Leste do Paraíso de John Steinbeck, mas eu lembrei-me logo dela, porque este é um dos meus livros preferidos e sou completamente fã do Steinbeck).

Não Digas a Ninguém
Não existem segredos inconfessáveis nem perdões impossíveis.

Boas leituras!!


terça-feira, 2 de agosto de 2011

El Amor En Los Tiempos Del Cólera

El Amor En Los Tiempos Del Cólera (O Amor nos Tempos de Cólera), Gabriel García Márquez, por supuesto.



Há em livro e em filme, confesso que não conheço este último, mas vou tratar de o ver.
Entretanto, fica a banda sonora...


Bons livros, bons filmes:)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Passatempo Marés Vivas, Editorial Presença

Aqui há um mês, se tanto, a Editorial Presença lançou um passatempo no facebook em que tínhamos que convidar amigos, para aderir a este mesmo passatempo e, consoante os angariados ganhávamos um ou dois livros, pagando apenas os portes de envio.
Já participei tarde no passatempo, há meio mês, por volta disso. Por isso, os livros que ainda haviam disponíveis eram poucos, muito poucos, a maioria eram infantis e uns poucos escondidos entre etiquetas a dizer esgotados nas outras categorias.
Demoraram a chegar, não sei se vão valer a pena, mas pelo menos fica o consolo de ter ganho alguma coisa no passatempo. Ainda para mais eu que nunca dou conta destas coisas e raramente, ou quase nunca, me sai.
Eis os livros:
A Índia no Século XXI

O Aloendre Branco

São mais uns para acrescentar às minhas leituras de Verão e férias e, quando os ler, partilho convosco a opinião sobre os pequenos.
Quaisquer sugestões/opiniões por aqui são bem recebidas...

Boas leituras! Boas férias! Bom Verão!

Mala Benetton

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Que Se Leva Desta Vida

O Que Se Leva Desta Vida é o novo livro de crónicas da Alice Vieira.
(sim, porque é possível uma pessoa fazer-se acompanhar de um livro e andar a sonhar com as novas botas Louboutin).
Mas começando com o que realmente interessa. A Alice, lanço um livro à relativamente pouco tempo, que ainda não vi, mas está na minha lista, até porque me parece que é um livro de leve, um livro de Verão. (já aqui meto a sinopse, a capa e afins).
E está na minha lista porquê? Porque, a par dos livros da Anita, estes tiveram muita importância para mim há uns anitos. Fui fã incondicional do Chocolate à Chuva, Úrsula a Maior, Vinte Cinco a Sete Vozes (interessantíssimo, fácil de ler, num final de tarde despacha-se aquilo e têm-se uma perspectiva, ou melhor, sete, do 25 de Abril que é deliciosa)... Ah, e no que toca ao Chocolate à Chuva, dessa trilogia, o que mais gostei foi mesmo do Lote 12, 2º Frente.
Tenho muita pena de não reter todas as histórias e todos os pormenores destes livros, aliás, é uma das coisas que mais lamento é não ser capaz de me lembrar de tudo o que li, mas sinto que aprendi tanto com eles, que mesmo não sabendo especificamente com qual foi, hoje são úteis para alguma coisa.
Continuando, para vos incentivar, aqui fica a sinopse:

O que se leva desta vida? Neste livro «leva-se» com velhinhas inglesas, bonecas partidas e camisolas verdes, com Callas e Chopin, com pessoas felizes e infelizes, com a língua portuguesa e os professores, com heróis, amizades, histórias de amor e questões familiares, e, pois então, com a Lei de «Mârfi»!
O Que se Leva desta Vida são pequenas estórias escritas com o humor e a sensibilidade a que Alice Vieira sempre nos habituou.


Boas leituras (e já sabem, podem sempre partilhar por estes lados as vossas leituras e tudo mais que vos apeteça).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cien Años de Soledad

Cien Años de Soledad, em português Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

Antes de mais:
  • É a segunda melhor obra escrita em espanhol;
  • Está traduzido em todas as línguas do mundo;
  • Dá imenso jeito ter uma árvore genealógica ao lado durante a leitura.


Mas não se assustem com esta árvore, porque quando o Gabito diz «Descobri, ao acordar, que tinha maduro no coração o romance de amor que havia ansiado escrever há tantos anos» percebe-se porque é que ele o desejava tanto escrevê-lo.
Para quem já o conhece, sabe que ele é dotado de uma capacidade incrível que passa por escrever tudo com uma elegância e delicadeza, que eu nem que nascesse três mil e quinhentas vezes seria capaz de a ter. Depois tem aqueles finais de livros que superam todas as nossas expectativas e que nos fazem pensar: como é que alguém que escreve tão bem é uma pessoa igual a tantas outras. É assim inexplicável.
Tal como é inexplicável este romance. Confesso que tinha uma grande expectativa em relação a este livro e não fiquei nada desiludida, até quase ao final achava que estava muito bem escrito, que era de uma inteligência enorme, que o mais comum dos mortais não seria capaz de engendrar uma história assim, mas quando acabamos o livro, ficamos literalmente boquiabertos, estarrecidos, rendidos àquela obra-prima, que poderíamos caracterizar em tantos outros adjectivos, mais quaisquer palavras que eu use, por mais pomposas e agradáveis que sejam, nunca serão suficientes para descrever aquele que é a grande obra do vencedor do Prémio Nobel da Literatura de 1982.

Não sendo uma leitura soft, é um livro que tem um elevado estatuto porque de facto é muito merecido. Acho que depois disto não é preciso dizer que recomendo vivamente, que adorei e que estou absolutamente deliciada.


" (...) y que todo lo escrito en ellos era irrepetible desde siempre y para siempre porque las estirpes condenadas a cien años de soledad no tenían una segunda oportunidad sobre la tierra";
" (...) e tudo o que nele estava escrito era irrpetível desde sempre e para sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a Terra.

"Nunca até então lhe ocorrera de que a literatura era o melhor brinquedo que tinha sido inventado para gozar com as pessoas"

Boas leituras, este ou outras tantas, e se quiserem partilhar aqui, estão absolutamente à vontade.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Amores, Desamores & Trapos

Amores, Desamores & Trapos (Love, Loss and What I Wore), Ilene Beckerman.
O conceito é original, contar a vida com base nas roupas, mas o livro é uma decepção.
Primeiro, está mal escrito como tudo, parece um miúdo de sexto ano a escrever, depois mete-se para lá com pormenores que não interessam a ninguém como o nome do marido da prima da amiga que levou um vestido giro ao casamento e, por fim, torna-se demasiadamente repetitivo.
Aborrecido.
Acho que para contar a sua vidinha em New York, podia fazê-lo de uma forma tão bem mais interessante (o Franck McCourt em Esta é a Minha Terra faz isso espectacularmente e nem precisa de falar da Madison ou da Quinta Avenida).
Em suma, uma decepcção.

O Outono do Patriarca (El Otoño del Patriarca)

O Gabriel García Márquez é um génio e aqui demonstra-o na perfeição.
Muito difícil, não é uma leitura soft, mas vale a pena, aliás por aquele final digno de um dos maiores escritores de todos os tempos vale a pena começar a ler o livro e recomeçar até perceber.
Faz parte do realismo mágico, daí não se perceber bem quem é o narrador e quando muda e a falta de vvírgulas, pontos e parágrafos também não ajuda.
É cansativo, exige muita concentração, mas no final é recompensado.
E a genialidade do Gabito dá vinte a zero a muito, mas mesmo muito boa gente.



Uma ajudinha para os que queiram ou sejam obrigados a ler:


El dictador: un anciano general que no recuerda su edad y no tiene educación escolar. Fue colocado en el poder tras un golpe militar financiado por los gringos. El pueblo lo ve como una leyenda. Utiliza métodos agresivos para hacer que se cumpla su ley (su nombre es Zacarías pero es mencionado una vez en todo el relato).
Bendición Alvarado: madre del dictador que vivía en la pobreza y se ganaba la vida pintando pájaros para venderlos en el mercado, sin llegar a saber que era una de las mujeres más ricas del planeta ya que su hijo registraba a nombre de ella cuanto adquiría con los negocios del gobierno. Al morir ésta, el general proclama su canonización civil y la nombra patrona de la nación, curadora de enfermos y maestra de los pájaros, decretándose fiesta nacional el día de su nacimiento, conocida desde entonces como Santa Bendición Alvarado de los pájaros.
Leticia Nazareno: novicia que es elegida por el general para ser su compañera el día en que expulsa a todos los religiosos de la nación tras romper relaciones con el Vaticano y expropiar los bienes de la iglesia. Leticia se convierte en su amante y esposa llegando a ser una gran influencia en las decisiones del general por lo que termina ganándose la antipatía del círculo de poder y de la población en general, esto conduce a que se arma una conspiración en su contra y es devorada por perros entrenados junto a su pequeño hijo.